segunda-feira, agosto 28, 2006

Emmy

Então, o que vocês acharam do look das celebridades na ceromônia de entrega do 58th Emmy Awards?
Eu deixei meus comentários AQUI.

sexta-feira, agosto 25, 2006

Casa limpa

Faz dois meses que eu não compro um par de sapatos, ou uma peça de roupa, ou qualquer outro bem de consumo estético privado. Tudo agora gira em torno do apartamento, da decoração, da manutenção.
E tudo está bem. Estou encantado com o mundo maravilhoso dos produtos de limpeza. Andar pelos corredores desses produtos nos supermercados é como andar pela Sephora de Paris. Acho que nem a Lancome tem tantos produtos. Tudo pode ser limpo, desinfetado, renovado, perfumado. Se gasta uma fortuna para se ter uma casa limpa. Já tenho meus favoritos, produtos sem os quais não posso viver, produtos que facilitam minha vida, produtos que sei são engodos. Já sou quase um expert no assunto. Quem sabe escrevo um novo blog: o com que eu limpo!
Hoje estava conversando com uma colega sobre mania de limpeza. Ríamos com a clássica definição freudiana de que limpamos compulsivamente a casa para nos purificarmos da imagem suja do sexo. Sei não, não tenho nenhuma imagem suja do sexo, e nem limpo tanto assim a casa.
A verdade é que limpo a casa pela mesma razão que cuido da minha pele, do meu cabelo, do meu visual: porque são meus. Sim, sim, a mesquinharia humana. A casa é minha, me dá prazer limpá-la. Uma atitude mamífera instintiva de lamber a própria cria. Limpo e enfeito a casa, e o que me parece mais bonito é meu próprio ego. Bem justo.
A minha filosofia de sempre, a minha repetitiva ladainha de aproveitar os ordinários da vida para extrair deles os significados mais incríveis. E de repente limpar a casa não me parece uma tarefa árdua e ingrata, mas uma verdadeira celebração a minha conquistada independência.
E coordeno as roupas de cama com as toalhas do banheiro. E toda a louça tem uma coerência estética inclusive com os armários da cozinha. E o closet segue militarmente organizado em degrade de cores e texturas. E minha vida toda parece organizada e o trabalho flui. E tudo está sempre em dia. E daí tem dias em que simplesmente eu posso não fazer nada, ficar na cama mais um pouco, ou passar uma hora ouvindo música. E como a rotina está boa e segura, dá para quebrá-la sem medo. E coisas bobas parecem grandes aventuras e a vida simplesmente ganha cores.
E definitivamente há uma fronteira abissalmente tênue entre a felicidade e a mediocridade. Não, não são os medíocres que são felizes. Medíocres são os que não conseguem entender que a felicidade nunca está lá, está sempre no aqui.
E a casa, aquela que estava fechada, foi reformada, arejada, enfeitada. Está limpa, cheirosa, cheia de vida. Não, não é uma casa nova, o seu charme está exatamente em respeitar o seu passado, a sua história.

Cosmic-navy


Um dos capítulos mais curiosos da nova casa foi o das cores.
O apartamento todo era amarelo. Sim, todas as paredes, de todas as peças eram amarelas. Não um amarelinho claro e aconchegante. Não mesmo. Amarelo. Amarelo bem amarelo. Seleção canarinho.
E as portas, janelas e rodapés eram...cinzas. Sim, cinza.
Meu primeiro impulso foi pintar tudo de branco. Assim ficou meu closet. Paredes, teto, porta, janela. Tudo branco. Mas foi preciso quatro demãos de tinta para o amarelo sumir.
Então conclui que seria impossível deixar tudo branco. Sem falar que o resultado ficou meio tedioso.
Assim surgiu o azul celeste do quarto. O cinza de uma das paredes do escritório. E o cinza ainda mais claro que deixou a sala muito chique.
Mas o fetiche é o hall de circulação. Além do papel de parede vitoriano, pintei uma parede de azul marinho. O resultado da cor em contraste com as sete portas brancas e o lustre de cristal austríaco ficou estonteante. Mais estonteante só minha modéstia e gosto decorativo!
O azul-marinho é um injustiçado. É uma cor ignorada pelo universo da decoração. Não há opções de papel de parede com fundo azul-marinho, nem tecidos, até a tinta teve que ser escolhida num catálogo. Azul marinho cósmico.
Vocês sabem que sou um entusiasta do azul–marinho há tempo. Tudo bem tem o trauma dos uniformes. Eu sei. Todo mundo teve de usar um abrigo azul-marinho no colégio, todo mundo já viu um motorista de novela usando um terno marinho, todo mundo já pegou um elevador com uma mocinha usando terninho na cor.
Mas sejamos corajosos. Quando mais escuro for o azul, mais fácil. Funciona como preto, combina com branco, com vermelho, com cinza, com verde. Fica lindo com laranja, com bege, com outros tons de azul. Você pode jogar com marrom, com lilás, com dourado, com prateado. Azul-marinho emagrece, enobrece, e tira você do lugar comum do pretinho! Viva o marinho!
E minha parede segue linda, e vai ganhar uma cristaleira branca para lhe fazer companhia. Bom, a linda suja bastante, é verdade, o pó aparece, os dedos ficam marcados, mas enxergá-la de qualquer ponto da casa compensa tudo isso.

terça-feira, agosto 22, 2006




Uma das minhas novas atribuições é passar minha própria roupa.
Bom, eu já tinha feito isso antes. Na verdade fazia isso todos os verões. Minha mãe vai para a casa de praia e a faxineira não dá conta de passar tudo.
Sim, minha mãe gentilmente se ofereceu para continuar passando minhas camisas. É claro que eu não aceitei. E o meu orgulho de dono-de-casa? Onde é que fica?
Então, sexta-feira passada passei meu primeiro cesto de roupa. Tudo estava muito bem lavado pelas engrenagens delicadas da máquina de lavar e seco docemente ao sol do varal que eu mesmo instalei do lado de fora da área de serviço.
Passei as toalhas, os panos de copa, os lençóis. Tive uma pequena crise nervosa devida aos lençóis com elástico. Mas consultando várias pessoas descobri que isso é perfeitamente normal.
Depois vieram as calças jeans e de sarja. Tudo fácil. Nenhuma com vinco.
E as camisetas. Grau médio. Quanto mais cara a camiseta – ou conceituada a sua marca – mais torta é a costura. Ou se alinha a lateral ou os ombros. É uma luta. Faço algumas pesquisas e descubro que as devo alinhar pelos ombros. Segundo os fabricantes a costura lateral é propositalmente deslocada para garantir perfeito caimento a peça e evitar a deformação da peça. Ta, se eles dizem...
Já estou quase acreditando que posso equilibrar o orçamento como passadeira quando me deparo com elas: minhas camisas. Oito delas. A pessoa é senhor doutor advogado, trabalha de camisa de algodão todo santo dia. Mas já começo a pensar como remediar isso.
Passar camisas não é tão difícil quanto é chato. É um vira e revira de deixar tonto. E para que tantos botões? E aquela prega nas costas? Como é que se passa aquilo?
Tento descobrir mais sobre a camisa. E minha primeira descoberta é a carência de material confiável sobre a história da roupa masculina.
Sobre a camisa descubro que sua origem é controversa. Provavelmente surgiu entre os gregos, mas foi a partir da idade média que se popularizou. Aliás, sempre foi associada ao proletariado. Para os bem-nascidos só começou a ganhar destaque nas cortes européias absolutistas com os punhos e golas rendadas. Depois da queda da Bastilha, os colarinhos começaram a ficar estruturados e altos. Proteger o pescoço da guilhotina era um desejo latente. Os colarinhos e punhos eram removíveis.
Os botões, embora tivessem se popularizado no Século XII, só caíram no gosto das classes mais abastadas lá pelo século XIX.
Mas e a bendita prega nas costas? Nada. Nem uma palavra. É presumível que sua função seja a mesma da prega interna no forro dos paletós: possibilitar maior liberdade de movimentos sem acúmulo desnecessário de pano.
Bom, como quase todos os clássicos da moda masculina, ainda estamos sob a égide dos uniformes militares e da praticidade para a montaria.
Da minha parte começarei a cuidar mais esse detalhe nas minhas futuras camisas. Nada mais de pregas nas costas.
O diabo até pode vestir Prada, mas não passa a própria roupa.

sexta-feira, agosto 18, 2006

Cadê o Duda?


Pelo jeito, o caixa dois nas campanhas eleitorais acabou mesmo. Pelo menos nos programas do horário gratuito é que eles não estão gastando nada. A coisa está feia. Muito feia. Será que ninguém tem marqueteiro dessa vez?
Tenho me proposto a assistir os programas da tevê. Embora não seja grande coisa, é uma forma de exercício cívico. Eu juro, estou tentando. Mas é bem difícil.
Sinto que a campanha é direcionada a um público retardado. Não é o meu caso.
As músicas, os slogans, as frases de efeito. Tudo é nivelado muito por baixo. Será que ninguém quer conquistar meu voto? Será que ninguém quer falar sério, ninguém é capaz de me apresentar um projeto plausível com alguma demonstração de como isso poderá ser efetivado? É bem simples: me digam o que pretendem mudar, quanto isso vai custar e onde pretendem buscar os recursos orçamentários para efetivar o projeto. Simples assim. Nomes criativos, discursos de chega disso, chega daquilo, currículos de como sou legal... nada disso resolve.
Olha, estou oferecendo meu voto para o primeiro candidato que me tratar como um ser pensante. Caso contrário, sigo na minha política de votar nulo.
Ta, e o figurino? O figurino é de doer.
A pessoa não consegue administrar uma coisa simples como o seu próprio visual, vai conseguir administrar outra coisa? Ah, não! Pelo menos a minha coisa não!
Lulinha tanto falou do Ronaldo que acabou engordando também. O Geraldinho é o protótipo do gerente de banco que leu o Chic. E a Heloísa? É o tal guarda-roupa de personagem de revista em quadrinho, haja o que houver, seja qual for o evento lá está a criatura com a mesma roupa. A eterna calça jeans délavé e camisa branca da Heloísa merecem uma análise exclusiva. Quem sabe eu a faça uma hora dessas.
Mas, definitivamente, não é isso que estou querendo avaliar na campanha.

quinta-feira, agosto 17, 2006

Cardápio de festa

O primeiro ambiente da casa nova que me preocupei em deixar pronto foi a cozinha. E ficou completíssima.
Adoro cozinhar. Cozinho desde que consegui alcançar o fogão. Muitas das minhas memórias de infância envolvem estar sentado em cima da pia da cozinha vendo meu pai cozinhar. Lembro que era minha missão alcançar os potes de ervas. Identificava-as pelo cheiro, porque ler eu ainda não sabia.
Mas a nova vida de dono de casa me revelou algo: sou incapaz de cozinhar o trivial. O tal feijão com arroz. O bendito ovo frito. Passar um bifinho. Nada disso.
Por isso, desde a mudança, a cozinha de Lutti vive em festa. Alcachofras nop jantar de quinta-feira, risoto de camarão na segunda, perdizes com purê de mandioquinha. Tudo na minha própria noção de trivial.
E desenvolvi uma psicopatia por café da manhã tipo novela. Sim, arrumo a bancada da cozinha com todos os pratinhos, xícaras e potes de geléia disponíveis. Faço torradas, café e leite na minha leiteira de porcelana tipo inglesa. Um luxo. Depois preciso lavar tudo. Vale à pena. Vale mesmo. O dia começa mais bonito. Segue bonito. Gosto, sabemos, de rituais. Não, não são manias. Manias são coisas de gente sem criatividade. Eu gosto mesmo é de rituais. E da liturgia do sagrado que os envolve.
O tempo que passo na cozinha é um tempo de celebração a minha nova vida. De comemorar. E é um tempo também de filosofar, de pensar na vida, ou de falar sobre ela. E de repente, como em qualquer casa, é na cozinha que nos sentimos família.
Posso (sempre me reservo esse direito) estar totalmente enganado, mas cada vez mais acredito na necessidade de tempo para nós mesmos e para quem amamos. E, como todo mundo, estou sempre correndo. Então a solução é aproveitar momentos inevitáveis e transformá-los.
Clichês de sempre. E que como sempre se revelam verdadeiros. Aproveitar cada momento. Carpe diem. Festejar. Brindar cada momento da vida, pela vida ela mesma.
Seguirei com meus cafés da manhã de novela e com meus jantares elaborados. Ou comeremos um sanduíche na frente da TV. Mas viveremos em festa. Festa com nós mesmos.

terça-feira, agosto 15, 2006

Caramelos e Estampados


E tendo voltado ao trabalho intelectual, volto também às ruas do meu querido bairro onde nem tudo é o que parece ser, e nada é o que poderia ser.
Adoro ver as pessoas nas ruas. Especialmente nessas ruas onde todo mundo acredita estar vivendo seu próprio momento passarela. Todo mundo capricha no visual. Poucos acertam.
Olha, não tem como não me indignar com homem que acredita no cinto como toque de charme no figurino. Cinto masculino é como meia: só dá certo quando fica invisível. Montou o visual, olhou no espelho, o cinto é a primeira coisa que você vê? Troque. Tá, dá para usar um cinto com muito efeito, tem quem consiga, eu não conheço, mas existe.
E no figurino pretinho? Ai, que medo! O querido coloca a bendita calça preta, toca uma camisa preta para dentro do cós e tchãtchãn combina com cinto e sapatos caramelo! Sim, meu povo, ainda tem quem use sapato caramelo! BenzaDeus! E não para por aí, tem muito jovem executivo de terno italiano preto e o bendito sapato da Embaré. E sim, com o cinto coordenado.
Bom, o ponto de irritação hoje é o cinto. Aquela faixa horizontal que corta a silhueta no meio e pode transformar nossos corpinhos de Apolo numa visão achatada do inferno. Eu sei, eu sei, todos os manuais que você leu disseram que homem fino usa sapato e cinto da mesma cor e material. Mas considere que esses manuais só conhecem couro nas cores marrom e preto.
Amigo, confie, na dúvida, use cinto da cor da calça.
Mas as ruas também estão cheias de amigas que, certamente, não estão lendo esse blog (MAS DEVERIAM!!!!). O recado de hoje vai para você, mini-mulher, que não é boba nem nada e quer usar os vestidos trespassados estampados que aquela senhora usava na novela e que você jura que estão na moda.
Certo, os vestidos são bonitos e vestem bem quase qualquer tipo de corpo. O decote V profundo, a cintura marcada, a saia levemente evasê, as mangas ¾. Tudo isso valoriza o corpo feminino de qualquer idade, peso e altura.
Altura, é aí que a coisa chamou minha atenção.
Acontece que a mini-amiga leitora tem que prestar atenção para que o seu vestido não passe dos joelhos, sob pena de ficar parecendo que está usando roupa da irmã maior. Não caia nessa. Eu sei que esses vestidos geralmente são de malha ou jersei e que portanto a bainha precisa ser feita com overloque, mas insisto, mande fazer a barra, o resultado compensa o gasto.
Outra coisa, mini-amiga, não sobrecarregue seu corpinho mignon com estampas maiores do que aquelas que ele sustenta. Mega-estampados só vão lhe deixar menor. Prefira estampas delicadas como você. Faça o teste: qualquer estampa (repetida em padrão) maior que a sua mãozinha cerrada já é muito grande para você.
O mesmo cuidado vale para os xadrezes.

segunda-feira, agosto 14, 2006


Retomo a vida cotidiana.
Sem muita vontade. Depois de um mês de férias trabalhar parece algo impossível. Mas a única saída é a adaptação. E de repente, vendo alguns de meus colegas mais queridos e minhas colegas lindas e loiras me parece que eu pertenço, sim, a esse lugar. E por que não cogitar de que talvez, sim, eu seja feliz fazendo o que faço?
É, também chega uma hora na vida em que essa ladainha do “sou feliz no meu trabalho?” vira masturbação terapêutica. É, porque se eu sou feliz, o sou em qualquer lugar e fazendo qualquer coisa!!!
Aliás, continuo o mesmo de sempre, seja lá quem ou o que isso signifique. Se bem que algo em mim mudou – é inegável. Certos questionamentos perderam sua relevância. Ainda que não deixem de ocorrer, as respostas cada vez importam menos. Ou são mais simples. Enfim, continuo me fascinando com a simplificação da vida adulta.
Penso. Penso muito. Mas é um pensar leve e sem cobrança. Penso como exercício estético ou ético. E uma sensação de satisfação se faz notável.
E cada dia mais me convenço de que é impossível se ter o melhor de dois mundos. Ou, no mínimo, é um desperdício, pois afinal não se está inteiro em lugar algum. E eu que vivi que já vivi com os dois pés na vida de casado, com os dois na vida de solteiro, com um pé cá outro lá, com um pé na cova e com ambos enfiados na jaca, concluo que meus pés estão muito bem onde estão: enroscados nos teus.
E então me dou conta que os melhores momentos da vida são exatamente aqueles em que nos vemos diante de uma escolha supostamente definitiva sobre em qual lado da cerca queremos ficar e a escolha nos parece evidente. Sim, sim, a certeza sobre onde queremos estar é triunfante. E infinitamente melhor do que a imatura definição daquilo que acreditamos não querer.
E aqui do meu lado da cerca a grama é verde e bonita e caminho por ela colhendo as flores que plantei e as que brotaram de brinde. E o gramado do vizinho? Sei lá, ando muito ocupado com o meu.

quinta-feira, agosto 10, 2006

Oi

Bom, então vamos por tópicos, para tentar esclarecer aos sempre fiéis leitores deste bloguinho o que andou acontecendo com nosso pequeno Lutti.

O Blog antes:
Pois é, o comqueroupa já não estava vivendo seus áureos dias, todos perceberam. Pequeno Lutti de namoro novo, casa, casa nova, e cheio de vida já não estava dando a devida importância para o seu “cantinho virtual”. Outrora companheiro de madrugadas insones e saudades doloridas, o mundo virtual perdia seu espaço para a vida pulsante lá fora.
E os posts, antes diários, já estavam quase quinzenais.
E eu confesso estava trabalhando mentalmente no último texto a ser aqui publicado. Diria, em suma, que estou muito ocupado com minha vida privada para vive-la em público. É, não vamos tapar o sol com peneira – até porque o bronzeado fica todo manchado!- blog é sempre um exercício egoísta - e exibicionista - das próprias neuroses.
Daí no meu último dia de vida profissional antes das férias, num almoço em que eu tentava captar uma nova cliente, toca meu telefone. Era do Terra.

O Blog do Terra:
E eu que não queria mais ter o compromisso de escrever me vejo comprometido a escrever um não sei quanto de textos por dia sobre a São Paulo Fashion Week. Ora, ora, o comqueroupa volta às origens de ser um blog sobre moda. só que em outro endereço.
A coisa foi toda uma loucura. Recebi o convite no primeiro dia do evento. Já estava com o apartamento novo em obras. Meus quartos na casa dos meus pais pareciam um acampamento. Meu computador estava ligado por acaso. Trabalhava o dia inteiro na reforma do novo lar. Por volta das 23h ia para casa antiga, via todos os desfiles do dia e comentava cada um. Geralmente ia até às 5h.
Já nos primeiros posts causei uma polêmica involuntária com a Angélica. Queria mostrar como um vestido mal cortado pode prejudicar uma mulher. Quis bancar o engraçadinho coma Yasmim Brunet e render homenagem a Nossa Senhora Hebe Camargo. Tudo virava polêmica e os acessos bombavam. Tive em vinte minutos mais acessos do que tenho aqui em um mês!
E daí descubro pelo Site Meter que o este blog e meu nome estão sendo rastreados alucinadamente no Google!
Mas a experiência foi muito legal. Rolou um convite para continuar escrevendo um blog de moda. Sei lá. Primeiro eu pensei que seria muita sacanagem me comprometer a escrever um novo blog quando nem o meu antigo eu consigo atualizar. Depois achei que seria uma oportunidade excelente de começar um trabalho novo mais focado em moda do que em mim. Mas o momento não era favorável. Não mesmo. Veio a mudança para minha própria casa e a reta final das reformas. Loucura. Meu computador ficou encaixotado uns quinze dias.
Vamos ver como a coisa se desenvolve daqui para frente.

A casa nova:
Gente, o que eu tinha na cabeça?
O apartamento está ficando lindo. Muito perto do que eu queria.
Mas o orçamento já estourou faz tempo. E minhas mãos estão destruídas.
Lutti, o super-mini-homem resolveu ele mesmo pintar TODO o apartamento. Lixar TODAS as portas e janelas. Fazer cada furinho e colocar cada parafusinho no lugar. Lutti e pai de Lutti também estão fazendo alguns móveis.
E Lutti deve estar enchendo de orgulho sua mãe, avó e tias, pois se revelou um neurótico com limpeza.
Lutti também já descobriu os óbvios da vida sem mãe. A cama não se arruma sozinha, a roupa suja não some e reaparece limpa e passada. Os armários da cozinha não se auto-abastecem.
Mas Lutti está muito muito muito feliz.

O futuro:
Hoje Lutti volta ao trabalho.
Agora só vai poder reformar nos finais de semana. Ainda precisa dar mais uma mão na sala. Precisa retocar algumas portas. Precisa pintar a galeria íntima para combinar com o papel de parede vitoriano.
Lutti não vai ao shopping faz mês.
Lutti nunca mais comprou roupa os sapatos.
Lutti pretende retomar o blog.
Lutti pretende continuar amando e sendo amado.
É melhor ser alegre que ser triste.
Lutti anda muito melhor com duas pernas.
Lutti está gostando muito dessa tal vida nova.
Lutti merece.
E não se nega.