2006
O blog está abandonado nesse final de ano não é? Mas vejamos pelo lado bom, é que a aqui no mundo real as cosias andam bem animadas.
Anyway, este é o último texto do ano. Lutti está indo ali na beira do mar pular sete ondas e agradecer pelo ano maravilhoso que teve. E como Lutti não é bobo nem nada, vai aproveitar para pedir que 2007 seja ainda melhor, ou para que, pelo menos, mantenha o nível!
O que falar de 2006...o ano que nos trouxe de volta o skinny jeans e o macacão de viscolycra. O ano que trouxe de volta o jersey! O ano começou com saias longas até o chão e que acaba com micro-comprimentos.
2006 o ano em que as bolsas ficaram maiores do que nunca e os chinelos rasteiros se consagraram na moda. Um ano sem cor oficial, mas com uma tendência para o branco. 2006 foi um ano sem inverno. Foi um ano de moda verão permanente. Ano das saias rodas, da volta da cintura para seu devido lugar.
Ano que continuou o insuportável flerte com os 80´s e se deixou enfeitiçar pelo oriente. Japonismos sempre estão à espreita de qualquer lacuna fashion! Bobeou e lá estão as faixas na cintura e as mangas tipo quimono!
Um ano que tentou muito ter como musa Maria Antonieta e muita renda, mas que acabou se contentando com a mocinha do “Diabo veste Prada” e sua franja. Curiosamene um ano em que não foi pecado ser morena, e muito menos ser crespa (desde que os cachos sejam milimetricamente irregulares e longos!). E viva nossa senhora Madonna, que, sabe-se lá como, conseguiu de novo! A mulher não reinventou a dance music ou a dancewear, mas, como sempre, ficou com todo o crédito!
Aliás, ano que teve no cinema o tecnicamente polêmico Brokeback Montain, mas que não foi suficiente (felizmente?) para mexer qualquer coisa na moda masculina. Moda masculina que segue nos seus sempre lentos passos em direção ao inevitável tédio.
Da minha parte, 2006 foi um ano e tanto. Embora eu não goste de dizer que 2005 tenha sido um ano só de perdas, é impossível não dizer que 2006 foi um ano de aquisições.
Casa nova. A primeira vez que tenho uma casa minha. O comprar apartamento foi uma experiência estranha. Rendeu uma depressão séria, na verdade um catalisador de um a série de outros processos que eu tinha tentado segurar sozinho. Mas após cinco meses incessantes de busca o apartamento certo surgiu. Na verdade na época eu pensei que era o menos pior, mas hoje já acho que ele estava me esperando.
E o processo “casa nova” acabou revelando facetas minhas que nem bem conhecia. E de repente me vejo pintando, lixando, instalando. E fazendo bandôs e restaurando móveis e forrando poltronas.
Casamento. Casei de novo. Seis meses depois, me vi casado de novo. Bom, não pensei se era a hora certa, não vejo no que pensar nisso me seria útil. O que importa é que encontrei a pessoa certa. Olhei e soube que seria minha companhia pelo resto da minha vida. E aí já se vai um ano!
Trabalho. Não foi um ano peculiar no trabalho. Nenhum grande projeto, nenhuma grande derrota. Algumas boas vitórias. Duas ou três viradas de jogo. Mas foi um ano importante de consolidações. De certa forma também profissionalmente foi um ano de amadurecimento e colheita de frutos. E nesse ano revi muito meu relacionamento com os colegas. Não sei a qual conclusão cheguei. Ainda prefiro ter nichos separados para colegas de trabalho e amigos, mas admito que pessoas interessantes podem estar em qualquer lugar e que a receptividade é sempre positiva.
Moda. Ou o meu lazer predileto. Outro campo que ganhou novo contorno em 2006. Meu trabalho com moda foi diferente em 2006. O personal stylist perdeu espaço para o fashionista. E num ano de poucas compras, nunca falei e escrevi tanto sobre moda. Ok, eu sei, não aqui nesse que já foi o espaço de maior atenção. Mas gostei dessa direção que a moda tomou em minha vida nesse ano. O falar sobre moda acabou sendo tão instigante quanto o trabalhar diretamente com ela.
2007. Não sei o que me reserva o próximo ano. Quero o de sempre: mais do mesmo. Mais do que é bom.
Como no ano passado, convido a todos para acreditarem que tudo sempre vai ser melhor. E convoco mais uma vez todo mundo para aproveitar o ritual do reveillon para alimentar uma corrente universal de bons pensamentos, de vibrações positivas. Tanta gente pensando coisa boa só pode trazer uma energia muito poderosa.
A todos nós um fim de ano repleto de agradecimentos por tudo o que 2006 nos trouxe e um começo de 2007 cheio não apenas de esperança, mas de muita vontade.






