segunda-feira, janeiro 11, 2010

2010


Não se trata de uma lista de resoluções do ano novo. Até porque essa coisa de resoluções fica com cara de compromisso e eu não sei brincar com essas coisas com potencial de culpa e cobrança. Então, eu apenas lanço ao vento algumas possibilidades para o novo ano.
Em 2010 quero muito cogitar algumas mudanças de atitude que se ensaiaram ano passado, mas que não conseguiram se impor. Especialmente no capítulo trabalho/colegas me seria muito útil manter certo isolamento das coisas em seus devidos lugares. Eu sei onde trabalho e com quem trabalho e isso já deveria ser suficiente para que eu saiba como as coisas funcionam (ou não funcionam). De forma bem objetiva, tenho duas opções: brigar, brigar e então aceitar ou pular a parte da briga. O ponto é que a gente não escolhe o que a gente é, mas pode escolher o que fazer com isso.
E ainda que eu prefira a vida sem limões, se há uma coisa que eu sei fazer é limonada...
Para, para que começar o ano falando em trabalho não dá!
Das atitudes de 2009 que pretendo levar adiante estão a vida mais ecologicamente sustentável, a alimentação fartamente orgânica e o peso (inclusive da consciência) controlado. E muita força no projeto xô culpa.
Uma das coisas que quero muito fazer em 2010 é voltar a estudar arte. Sim, sim, a pilha de livros ganhará reforços de vários exemplares – já encomendados – de livros de arte.
Mais que isso, o que eu queria mesmo era voltar a desenhar, mais ainda queria voltar a pintar. Na verdade até comprei algum material na última viagem, mas nem me lembro onde guardei. De qualquer modo, a idéia está lançada e vai que numa hora dessas ela se encaixe no meu dia?
Aproveito para deixar lançadas também vibrações de voltar à Madri, e conhecer barcelona, além de sempre mais uma vez Londres e Paris. Incluo nas possibilidades para 2010 Praga e uma remota vibração de Berlim e Roma. E umas vibrações muito fortes para Buenos Aires, caso sobre um feriado.
Outra sensação que está cotada para ser priorizada em 2010 é o prazer de receber em casa. Ainda que recebamos com certa frequênica, quero ainda mais. Grupos de pessoas queridas e divertidas em torno de uma mesa cheia de carinho são indispensáveis ao fluxo de energia doméstico. E ainda me dão o pretexto para testar uma receita nova, encher a casa de flores e fazer uma seleção musical.
Ta, só que eu também quero costurar, fazer bolos artísticos, restaurar móveis, ver meus DVDs...E, de novo e sempre, quero ler muito.
Por falar em livros, ainda em clima de férias, acabei o volume de Tolouse-Lautrec da Galeria de Pintores da Editora Monsa. E já comecei Teoria da Viagem – Poética da Geografia, do Michel Onfray (L&PM, 2009) e Modos de Homens & Modas de Mulheres, do Gilberto Freire - edição revista (Global, 2009).
E enquanto escrevia, fui mimado com Minha Vida na França, de Julia Child com Alex Prud’homme (Seoman, 2009) que inspirou o filme que perdi por estar viajando, mas que acho que vai acabar inspirando muitas outras coisas por aqui.
Aliás, taí um bom resumo para 2010: que seja um ano inspirador. Na virada, pedi que 2010 me trouxesse uma tranqüilidade contemplativa que faz tempo eu não sinto, e agora me dou conta o que justamente quero com essa paz: inspiração.