sexta-feira, junho 04, 2010

Em poucos dias saímos de férias. Passaremos uns vinte dias fora. Nos lugares de sempre. Bom, conheceremos um lugar novo. Na volta, quem sabe, eu conto.
Enquanto isso, nos vemos às voltas com as coisinhas do trabalho e uns quantos encontros com os poucos amigos. Embora saiamos em viajem com certa freqüência, a gente não deixa nunca de dar uma confraternizada prévia. Isso ajuda, inclusive, a baixar a ansiedade.
Não tenho muitos preparativos a fazer. Faço listas dos restaurantes que, já sei, serão preteridos por outros que ao vivo me parecerão mais simpáticos. Ou por padarias, confeitarias, ou qualquer lugar onde os nativos façam fila.
Listas das exposições e espetáculos que poderemos ir se der vontade. Ingressos comprados só para o que for muito difícil conseguir na hora. Pois, que viajar sem agenda é uma das muitas vantagens de voltar aos lugares conhecidos.
Listas de coisas para comprar. Isso sim! Os inevitáveis cosméticos e os indispensáveis utensílios de cozinha. E os ingredientes, é claro.
As malas nem foram separadas. Roupas, só vão as para os primeiros dias, depois se vai comprando. Tenho duas escolhas importantes a fazer: sapatos e casaco. Não dá para arriscar passar o dia andando com um sapato novo. Então, preciso levar o par ideal de casa. O casaco ideal é outro desafio, porque precisa ser adequado para a temperatura, agüentar alguma chuva, não sujar, ter suficientes bolsos e não pesar nos ombros. Evidentemente, ambos precisam ser bonitos e combinarem com o tudo o que eu levar.
Organizada mesmo só a papelada. Passagens, reservas de hotéis, seguros. Os mapas agora são baixados diretamente no GPS do celular, que eu também sei ser moderno!
Complicado mesmo está disfarçar a felicidade. No começo da semana tive que fazer muita força para não começar a cantar no meio de uma reunião de trabalho. É bem difícil estar em clima de férias quando o resto do mundo já está começando a ficar cansado.
E eu dispostíssimo! O trabalho chega e eu o devoro. Tamanha é minha vontade não deixar nenhuma pendência que faço tudo quase que imediatamente. Bem verdade que eu quase sempre trabalho assim, mas na véspera das férias minha cabeça fica mais ágil e meu trabalho melhora.
Ainda ontem um senhor arrogante bateu no meu carro. Um arranhão bobo no pára-lama. Depois de ter cortado minha frente, reduziu até achar um estacionamento na quadra seguinte. Parou, depois subiu com meio carro na calçada. Então deu ré e entrou no estacionamento. Quando coloquei meu carro em movimento ele desistiu do estacionamento, e resolveu sair de ré. Bem a tempo de pegar minha roda traseira com o seu engate de reboque.
O barulho foi significantemente maior que o estrago. Parei o carro e desci. Ele veio falar comigo, mas para perguntar se eu sabia onde ficava um endereço, pois estava atrasado para uma reunião (importantíssima, é obvio). Uma bufada depois me pergunta se chegou a bater no meu carro. Após um diálogo que me foge à memória, me vejo sentando dentro do meu carro com uma nota de 50 reais dobrada na mão.
Mereço?
Mereço férias.
Quase indo.
Depois eu volto.

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